Cuidado... Páginas, tintas, canetas e um pouco de poeira estão espalhados por esse pequeno quarto mal iluminado. A poltrona encontra-se vazia para que possas sentar-se próximo (a) a mesa de jacarandá...
Desejo-lhe boa leitura. Apenas não mova os objetos e as palavras de lugar.
10 comentários:
Tudo que passa
Tudo que passa pelo céu
Não é só felicidade meu amor
Veja em tuas mãos
A liberdade que tu tens
Tudo que passa pela rua
Não parece mais parar
E vejo em teus olhos
A incerteza de estar
Tudo passa por nós
O mundo é informal
E foge dentre os dedos
A certeza de se amar
Alguém pro resto dos dias
Tudo que passa ao léu
Não parece mais perto
Veja o tempo em nós
Estagnando nossas vidas
Tudo que passa pela vida
Não parece mais tão belo
Vejo no seu rosto
A ausência de um sorriso
Tudo passa por nós
O casual é banal
E todos seguem normal
A vida não era assim
Quanto te tive para mim
K.D.L.
Dança dos sentimentos
Vira-te em meus pensamentos
Dance em minha mente Faça valsa dos meus sentimentos
Explode em minha mente
Numa dança louca e desregrada
Assim como tua vida
Batendo de canto em canto
Atormentando nossas vidas
Dançando ...
De mente em mente
Desregrada e inconsciente
Num banho de ilusões
Lavo-me todos os dias
Na esperança de aprender essa dança
Para bailar contigo
Nos teus sentimentos
E pisar-lhe durante a valsa
Dançar em tua mente
Assim como dançou em mim
E em todas as outras mentes
E no fim da musica
A dança macabra da despedida
Que rasga meus pensamentos
Num doce e suave sentimento de vingança
K.D.L.
Do dia e a escolha.
Se eu escolhesse esse dentre tantos outros momentos, tenhas certeza, seria essa a hora, onde tudo deixaria de ser real, e nada mais me incomodaria.
Se eu escolhesse essa dentre tantas outras oportunidades, tenhas certeza! Seria hoje o dia que eu veria nascer um outro dia, com luz fria e ar úmido; seria hoje que eu me abandonaria; seria hoje que eu já não mais lembraria, e hoje, seria meu dia favorito. Se eu escolhesse esse dentre tantos outros dias, sim, seria esse meu dia! Seria esse! O dia da minha despedida!
K.D.L.
Despedida
Ainda que fosse assim
Estas perto de mim
Vire a caixinha
Rode com a mão
Deixe esse som
Que vem do coração
Ainda que esperes
Pelos seus prazeres
De olhos bem verdes
Voltados para o céu
Deixe-me aqui
De costas para ti
Ainda que fosse assim
Sei que não é pra mim
Não quero interferir
No que vem a seguir
Só peço por favor
Que aceites como for
Mesmo que não seja mais
Leve consigo a paz
Vire a chavinha
Aperte com os dedos
Não deixe escapar
O seu novo rapaz
Não vá magoar
E vejas o que faz
Cuide com todos zelos
De quem não quer partir
O pobre coração
De quem vem a seguir...
Assim quero te ver feliz
K.D.L.
Era inverno quando já não mais lembrava-me de meu nome. As dores partiam junto com minhas lembranças. Fazia frio naquele vasto jardim branco. O ar estava morto, como se houvesse o tempo parado naquele instante. Era fato, que em mim, já nao existia os três últimos anos. Quando olho para a casa, não compreendo estar ali. Nao me parecia confiável. Apenas o frio, o jardim e o vale diante de meus olhos traziam-me ligeira paz. Ao direcionar meus olhos para o portão, observava a estrada longínqua e solitária. Logo, decidi partir por ali. Nesse instante, passara eu a ser, um caso não encontrado...
K.D.L.
Uma hora o tempo passa
No sorriso do rosto alheio
Observa-se modesta desgraça
Estampando semblante respeito
Com aquele q leva a cachaça
Porém, esquece-se do tempo
E já não carregas o ar da graça
Deixando dor num canto
Enxerga dentre a fumaça
Com demasiado espanto
Um sorriso de quem era
Conhecedor daquele pranto
Que gozava a própria desgraça
K.D.L.
Gostar e nao estar
Ver e nao tocar
No sorriso embriagar-se
De alegria imensurável
Que sufoca na incerteza
Da inconstância paralela
De que o amor e eu
Jamais nos encontraremos
Por manter-se ainda
Uma realidade assombrosa
Do desejo de voltar amar
K.D.L.
culpa
veio assim,
bem simples
não pediu licença
apenas um favor
"não me deixes"
procurou ser gentil
humilde e singela
sobretudo acolhedora
das ofensas alheias
convivemos por anos
porém, com o tempo,
Se tornou ferrenha
Possessiva e destrutiva
Impiedosa vorás:
Culpado, culpado, culpado!
É o veredicto que me cabe,
Do próprio juiz que me tornei
K.D.L.
Nota rápida...
Fiquei em algum lugar do tempo...
Pensando no que poderia acontecer...
Muitas pessoas passaram...
E eu, continuo a entristecer...
K.D.L.
Nevoeiro...
Eu não sei dizer exatamente onde estou
Porém, meu amor, diante da neblina
Confortante é a sensação de segurança
Que por mais amáveis que sejam seu braços
Jamais senti conforto igual ao da incerteza
Pois nele trilho com mais lucidez
Sem anseio de mesclar-me no nevoeiro intenso
Antes me perder nele do que em sua concepção de amor
Talvez, meu amor, não recordas de que na desventura da cegueira
Instigante é a vontade de sentir-te em meus dedos
Passageiros, sorrateiros, brisas leves em rodeio
É, ou foi você, por mim a passar sem alardeio
Só que no nevoeiro, não apenas eu me perco
Sonhos, passados, futuros e presentes devaneios
Senhores do meu acaso, que em ciranda festejam
Alguém que se vai sem desejar se encontrar
Decorrente liberdade ilusória, é o que dizes
Tocam os sinos que no vazio anunciam
A passagem de quem erroneamente se esguia
Dentre o ar úmido, branco, frio e solitário
Transparecendo a ausência de demasiado amor
Que talvez tenha se perdido por tanto caminhar
Sem ter deixado de encontrar seus braços para estar
Pois a sinceridade... meu amor, é difícil de se encontrar...
K.D.L.
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